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Em parceria com a FAMOSP, programa busca auxiliar jovens a entrar no mercado de trabalho
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Ingressar no mercado de trabalho é sempre uma tarefa difícil, principalmente sem experiência e conhecimento. Para auxiliar o ingresso nesse mercado tão competitivo existem cursos profissionalizantes que promovem um aprendizado rápido e direcionado para a área desejada. Um exemplo desta modalidade de curso é o Profiss – Programa de Profissões. Com aulas ministradas aos sábados, os cursos são desenvolvidos para jovens que desejam aprender e agregar conhecimentos na área administrativa, de contabilidade e recursos humanos. Também são disponibilizados cursos na área de hotelaria e turismo, além do inglês e do espanhol. As aulas são oferecidas graças a uma parceria entre o Profiss e a FAMOSP que cede a infraestrutura da faculdade para que esses jovens busquem uma melhor qualificação e invistam em áreas com boas oportunidades de trabalho. (Ana Carolina Santos)
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Projeto social busca a inclusão através da música em parceria com a FAMOSP
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Criado a partir da iniciativa de um ex-aluno da FAMOSP, o Instituto de Arte e Cultura Eduardo Stella (IACES) é uma ONG sem fins lucrativos que tem como objetivo levar a prática e o ensino da música, canto e dança de forma gratuita e democrática a todos. Graças a uma parceria entre o Instituto e a Faculdade, os associados ao projeto podem utilizar a infraestrutura da FAMOSP para as aulas e os ensaios.
O IACES oferece a jovens e adultos o aprendizado de instrumentos de metais e percussão, com suporte técnico de uma equipe extremamente gabaritada. O sonho do maestro Eduardo Stella busca a integração de diferentes camadas sociais e faixas etárias, ancorado na ética, disciplina, transparência e humanidade.
O maestro Eduardo Stella se formou na FAMOSP e possui uma longa trajetória na prática e no ensino musical. Durante muito tempo, Stella foi o amestro da banda do Colégio João XXIII, famosa por suas apresentações juntamente com orquestras nacionais e internacionais. Seu Instituto propõe a inclusão através da arte, auxiliando na formação de cidadãos e melhorando a condição de vida de jovens carentes. (Ana Carolina Santos)
| Dia 02/04/2009 |
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Papel reciclável como forma de integração social
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A temática do meio ambiente está cada dia mais presente no cotidiano das pessoas, e como uma maneira de melhorar o planeta, os alunos desenvolveram uma oficina na Associação para Integração e Apoio aos Portadores de Deficiência (Semear), explicando como produzir papel reciclado e como ele pode ser utilizado.
Utilizando jornal, os alunos mostraram a técnica de confecção do papel, como torná-lo colorido, com papel crepom ou outros materiais como caixas de ovo e papeis de fruta. Também ensinaram a técnica do papel bicolor.
Todo esse material foi utilizado pelos participantes da oficina como matéria-prima de cartões, blocos de anotações, marcadores de página e porta-retratos bem criativos.
Com o objetivo de explorar a criatividade individual e proporcionar uma atividade coletiva, os alunos do curso de Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas proporcionaram a integração do grupo de alunos atendidos e mostraram que com um pouco de consciência ambiental, é possível melhorar o meio em que vivemos, despertando nos participantes, portadores de deficiência mental, uma grande satisfação de um ótimo trabalho realizado e que pode continuar rendendo frutos no futuro. (Ana carolina Santos)
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» [02/06/2007] Oficina ensina crianças a reutilizar e reaproveitar para fazer arte
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Oficina ensina crianças a reutilizar e reaproveitar para fazer arte
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A Faculdade Mozarteum de São Paulo procura incentivar os alunos a participarem de ações solidarias e de inclusão social. E as alunas do curso de Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas desenvolveram diversas oficinas na Associação Amigos de Vila Albertina, que atende moradores carentes do bairro localizado na zona norte da cidade de São Paulo.
Desenvolvendo técnicas que utilizam materiais recicláveis, trabalhos com diferentes finalidades foram criados. Um móbile feito com garrafa pet foi o primeiro trabalho que as crianças e adolescentes atendidos pela associação finalizaram.
Na época da páscoa, as crianças produziram latas de biscoito com decoração de filtro de papel e guardanapos decorados. Para o dia das mães, as alunas da FAMOSP ensinaram como criar cartões com dobradura, envelopes decorados com diferentes materiais, e também um ótimo presente para as mães, um jogo americano feito com entretela e E.V.A..
Buscando uma maior integração das crianças, ao final das atividades desenvolvidas, foi realizada uma exposição dos trabalhos e todos levaram para casa os presentes para as mães. Alguns disseram que iriam colocar os móbiles no quarto. Lauricéia, de 9 anos, disse que poderia guardar seus brinquedos na lata decorada, já Letícia, de 6 anos, falou que a mãe colocou a lata na cozinha para guardar alimentos. (Ana Carolina Santos)
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» [02/12/2006] Cantigas e marionetes alegram crianças carentes
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Cantigas e marionetes alegram crianças carentes
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A Faculdade Mozarteum de São Paulo incentiva seus alunos a participarem de atividades que beneficiem a comunidade em que vivem. E durante os estágios supervisionados dos alunos do curso de Educação Artística, eles desenvolvem projetos de oficinas voltados a pessoas carentes.
Os arte-educadores desenvolveram dois trabalhos distintos com as crianças do PIVI (Projeto de Incentivo a Vida da Criança). O primeiro buscava através da música tradicional infantil facilitar o aprendizado de artes para crianças e adolescentes, até os 17 anos.
Explorando cantigas como “Borboletinha” e “Dois Anjinhos”, os estagiários brincaram de roda com as crianças, que depois, utilizando tinta guache e lápis de cor, desenharam belas representações das músicas aprendidas.
O segundo projeto incentivava a reciclagem, usando a técnica da papietagem, a arte de transformar o que ninguém mais usa de forma criativa, incentivando a preservação da natureza e mostrando uma maneira diferente de usar os materiais disponíveis. Nessa etapa foram atendidas crianças de 9 a 13 anos. Ao final, a instituição e os estagiários prepararam uma confraternização para comemorar o sucesso do trabalho, que contou com teatro de marionetes produzidas pelos alunos da oficina. (Ana Carolina Santos)
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» [24/11/2006] Idosos brincam com jogos teatrais
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Idosos brincam com jogos teatrais
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O Centro de Convivência e Cooperativismo (CECCO) é um órgão que visa promover bem-estar físico, psíquico e social aos usuários, portadores de doenças psiquiátricas e excluídas pela sociedade e também pelas famílias, como por exemplo, idosos. E foi lá que um grupo de voluntários do curso de Educação Artística, com habilitação em Artes Cênicas, desenvolveu um projeto que trouxe jogos teatrais para o cotidiano dessas pessoas.
Em um espaço cedido por uma escola, os alunos prepararam diversos jogos como o do espelho, onde uma pessoa deve imitar o que a outra, que está a sua frente faz; o jogo da serpente, que procura aumentar a interação do grupo e desenvolver as habilidades rítmicas e motoras; além do telefone sem fio e das improvisações, que ajudam a treinar a criatividade, e exige reação rápida.
Trabalhando com os alunos todas as semanas, entre os meses de abril a junho de 2006, os voluntários proporcionaram momentos de interação entre os idosos, que sempre pediam mais ao final da aula. “Quando é que vocês voltam?” e “Cada aula que passa, está ficando mais divertido” foram alguns dos comentários feitos pelos participantes das oficinas de artes cênicas.
O projeto foi retomado no mês de agosto, e como atividade final, foi apresentada a peça O Avarento de Molière. E como complemento do trabalho realizado no primeiro semestre do ano, novos jogos foram desenvolvidos com a participação dos idosos, que até tinham receio de fazer algumas atividades, por não se sentirem capazes, mas que quando as desenvolviam, saíam satisfeitos com o resultado do trabalho produzido, felizes por ter realizado tarefas que para eles não seriam possíveis. Tudo isso com a ajuda dos voluntários, alunos da FAMOSP, responsáveis pelo projeto. (Ana Carolina Santos)
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» [18/11/2006] Teatro contra a timidez
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Teatro contra a timidez
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Os alunos do curso de Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas promoveram duas oficinas na Associação Pratis – Casa do Pai, uma entidade sem fins lucrativos que promove a integração de jovens com a sociedade. As oficinas procuraram apresentar aos alunos, de 8 a 16 anos, a prática teatral através de jogos e da apresentação de algumas cenas.
Como o objetivo principal do teatro é proporcionar diversão e lazer para as pessoas, a oficina procurou deixar os alunos à vontade para expressarem seus sentimentos e deixarem a criatividade fluir. Dentre as atividades propostas pelos voluntários da FAMOSP, estavam os jogos de cabo de guerra; do deixa-me entrar, deixa-me sair, escravos de jó; quem, com quem, fazendo o que e onde; entre outros. Antes das atividades, utilizando materiais imaginários, os alunos realizaram um aquecimento para utilizarem o corpo sem nenhum prejuízo a saúde. Muitos jovens gostaram das atividades, pois ajudaram a desinibir e perder o medo de falar em público. A troca de experiências ajuda tanto os alunos das oficinas, como os voluntários que sempre aprendem muito mais do ensinam. (Ana Carolina Santos)
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» [31/10/2006] Alunos da FAMOSP promovem oficina de tecelagem
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Alunos da FAMOSP promovem oficina de tecelagem
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Os alunos da habilitação em Artes Plásticas desenvolveram um projeto com os jovens do PEPA (Projeto Especial para Adolescentes). Trabalhando com tear de pregos, os estagiários apresentaram aos jovens portadores de deficiência mental a arte da tecelagem. Durante o período em que o projeto foi desenvolvido, os alunos aprenderam três técnicas diferentes, que apesar de serem simples possuem resultados interessantes. A Associação cedeu todo o espaço físico e os equipamentos para a realização da oficina, que atendeu 30 alunos. Mesmo com algumas dificuldades, os trabalhos ficaram muito significativos. Os adolescentes produziram bolsas e toalhas feitas de lã, linhas e barbante. Numa segunda etapa do trabalho voluntário, os alunos da FAMOSP propuseram uma exposição com os trabalhos realizados pelos jovens artesãos.
Além desse trabalho com os teares de prego, os voluntários ensinaram a reutilizar materiais descartáveis como garrafas pet, papelão, jornal, etc., reciclando de maneira criativa, os adolescentes atendidos pela PEPA criaram bonecos de gatinhos ou inspirados nas coordenadoras da Associação. Eles levaram as belas peças para casa, satisfeitos com o próprio resultado e prontos para continuarem o trabalho reciclando materiais e transformando-os em arte.
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» [21/10/2006] Voluntários ensinam a arte das marionetes
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Voluntários ensinam a arte das marionetes
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Algumas crianças vêem seus sonhos destruídos depois do abandono familiar, ou por causa do vício em drogas e álcool. Mas para socorrer essas crianças quando elas mais precisam existem entidades como a Associação dos Amigos do Menor pelo Esporte Maior.
A instituição atende cerca de 300 crianças de baixa renda, proporcionando estudo e atividades artísticas e esportivas no período da tarde. E como parte do projeto de voluntariado incentivado pela Faculdade Mozarteum de São Paulo, os alunos desenvolveram uma oficina de bonecos para a criançada.
Buscando resgatar a cultura folclórica brasileira e também desenvolvendo a brincadeira da imaginação com a manipulação dos bonecos, os voluntários ensinaram a confeccionar os objetos das brincadeiras com diversos materiais e diferentes técnicas de pintura.
As crianças aprenderam a manipular os bonecos e criaram histórias com suas criações. Desenvolveram um palco e peças para compor um cenário. Depois de escrito o texto, e ensaiada toda a história criada pelos alunos da oficina, foi montado um teatro de marionetes para comemorar os 10 anos da Associação. Além do teatro idealizado pelas crianças, houve também uma festa com comida e presentes para todos. (Ana Carolina Santos)
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» [18/10/2006] Voluntários ensinam como melhorar a renda com a arte
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Voluntários ensinam como melhorar a renda com a arte
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Os alunos de Educação Artística realizam todos os anos projetos de inclusão social através das artes. Um exemplo desse trabalho foi o que as estudantes desenvolveram com jovens e adolescentes do Instituto de Ajuda ao Aluno Carente. Localizado no Butantã, o Instituto ajuda alunos de baixa renda a entrar em universidades, através de um cursinho pré-vestibular.
As alunas da FAMOSP ensinaram as técnicas da decoupage para auxiliar na inclusão desses jovens no mercado de trabalho. Com a técnica aprendida, os participantes da oficina podem desenvolver trabalhos de colagem em diversas superfícies, desde objetos ornamentais, até móveis, incrementando a renda e promovendo a interação com a comunidade em que vive e resgatando sua auto-estima.
Numa segunda etapa, as voluntárias ensinaram como fazer uma árvore de natal com balas e bombons, mais uma forma de aumentar a renda no final do ano, ou mesmo de decorar a mesa natalina de uma maneira diferente e criativa. Além disso, outra proposta foi uma guirlanda feita de balas, embaladas no formato de rosas. Um trabalho de dedicação que rendeu uma exposição ao término do trabalho, com todas as propostas realizadas pelos jovens e adolescentes atendidos pelo projeto realizado em parceria da Faculdade Mozarteum e do Instituto de Ajuda ao Aluno Carente. (Ana Carolina Santos)
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» [23/09/2006] O estágio na formação docente: um olhar para a inclusão através da arte.
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O estágio na formação docente: um olhar para a inclusão através da arte.
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O presente trabalho apresentava um projeto de prática de Ensino realizado com os alunos das habilitações do curso de formação de professores de Educação Artística. Fundamentado em Delors, parte de uma concepção de formação para além da educação escolar, refletindo sobre a questão da inclusão social. Nesse sentido, o estágio curricular consta de projetos nas diferentes linguagens artísticas, desenvolvidos em comunidades carentes como instituições assistenciais, creches, asilos, igrejas, grupos de idosos e necessidades pedagógicas, definição de temas transversais, planejamento e execução de atividades, cronograma de avaliação. Com a duração de dois semestres abordam as áreas de Artes Cênicas, Artes Plásticas e Música. A análise dos dados da avaliação qualitativa evidencia que o projeto atende aos objetivos propostos no tocante à clientela participante que demonstrou melhor interação e participação no grupo, além de um grau significativo de satisfação pessoal como para os estagiários que puderam vivenciar situações reais de aprendizagem.
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» [01/03/2005] Uma experiência teatral com crianças do ensino fundamental I
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Uma experiência teatral com crianças do ensino fundamental I
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Quando chegamos, eu e o Ednaldo Freire, diretor da Fraternal Cia. da Arte e Malas-Artes, à Escola Estadual Prof. Daily Resende França pra fazer o nosso estágio curricular, o professor Ivan Cruz Rodrigues, diretor da escola, além de nos receber muito bem, nos colocou o desafio de montarmos uma adaptação do Dom Quixote, de Cervantes, usando como atores os alunos do Fundamental I. E por que nos foi colocado esse desafio? Na escola, já existem professores de arte, e alguns estagiários, trabalhando algumas técnicas teatrais, através de jogos e exercícios, na intenção de desenvolver a expressão, a relação de grupo, ritmo, percepção espacial, e outras aptidões infantis, então, cabia a nós, dois profissionais com experiência na direção teatral e em dramaturgia, a montagem de um espetáculo. Desafio colocado, desafio aceito, mãos à obra. Todos os manuais em educação infantil ensinam que no teatro feito com crianças o importante é o processo, não o resultado final. E nós, claro, acreditamos nisso. Porém, uma pergunta se fez: como, através desse processo formativo utilizando o jogo do faz-de-conta, conseguir um resultado que atendesse as exigências da apresentação de um espetáculo sobre Dom Quixote? Quando se fala em uma apresentação teatral, e não na utilização do teatro como ferramenta pedagógica no ensino, deixase implícito a necessidade de uma prática e de certas técnicas, por mais básicas que sejam, para que este espetáculo aconteça diante de um público que tem uma expectativa em relação ao que vai assistir. Atender essa expectativa e ao mesmo tempo ajudar a escola na formação das crianças, eis o nosso desafio. Embora, eu e, principalmente, o Ednaldo, tivéssemos uma larga experiência no ensino do fazer teatral nunca tivemos pela frente crianças com a faixa etária entre os oito e os dez anos. Depois de muitas conversas, inclusive com o professor Ivan, resolvemos começar o trabalho descartando duas opções que a gente tinha certeza não ser o melhor caminho para o nosso trabalho. A primeira opção descartada foi a idéia da formação de um grupo de teatro, onde os melhores são selecionados e, quase sempre, tornam-se “estrelas” que passam a viver à margem da vida escolar. Formar estrelas, certamente, não deve ser o objetivo de nenhuma escola. A nossa proposta foi que todos aqueles que se inscrevessem para participar do espetáculo, independente do ter “jeito” ou não, fossem aceitos e participassem de uma equipe com objetivo de desenvolver um trabalho coletivo e colaborativo. O segundo descarte foi a idéia de montar um texto pronto que fosse impingido às crianças. Quase sempre, nas montagens escolares às quais assistimos, pelo resultado, percebemos que alguém escolheu um texto, selecionou as pessoas e adaptou esse grupo a essa escolha. Como então vamos montar uma adaptação do clássico Dom Quixote onde existem dois personagens dominantes como Dom Quixote e Sancho Pança e os demais são meros figurantes? A idéia é fazer do texto de Cervantes um pretexto e criar um roteiro em que as crianças encontrem um espaço para expressarem sua alegria, sua emoção e exercitarem sua espontaneidade. E o “como fazer”? Antes de tudo encontrar os nossos meninos e meninas e estabelecer um canal de comunicação, criar condições para que eles se expressem e, depois, pensar em Cervantes e adaptá-lo ao lúdico e fazer com que ele se encaixe nas histórias que todas as crianças guardam dentro de si. Que Deus nos ajude.
Calixto de Inhamuns, ator, diretor e dramaturgo.
| Dia 01/03/2005 |
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